The Azores in the Travel Diary of William H. Prescott (September 1815-April 1816)

Edgardo Medeiros da Silva. Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP). Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL) (Portugal)


RESUMEN
Desde sempre que os Açores, ou Ilhas Ocidentais, como eram designados no mundo anglófono, foram um espaço geográfico de encontro no meio do Atlântico entre a cultura americana e a portuguesa, um local de troca de ideias, imagens e objetos com origem em ambos os lados do oceano. Neste ensaio analisamos o diário de viagem do jovem William Hickling Prescott (1796-1859), que viria a ser um dos mais importantes historiadores românticos de antebellum América, no qual relata no contexto da sua Grand Tour pela Europa, a sua estadia de aproximadamente seis meses na ilha de S. Miguel. Na sua descrição da ilha, de modo algum isenta de preconceitos culturais e civilizacionais anglo-saxónicos, Prescott realça a amenidade do clima, a exuberância da vegetação e a singularidade da paisagem. Embora filtradas pelo olhar de um jovem da Nova Inglaterra imbuído de valores protestantes, as suas referências à ilha de S. Miguel, um espaço romântico e idílico privilegiado pela natureza, permitem-nos definir os contornos e/ou limites da geografia cultural entre os Estados Unidos da América e os Açores nas primeiras décadas do século XIX.


ABSTRACT
From very early on, the islands of the Azores, or Western Islands, as these isles were known in the Anglophone world, have served as mid-Atlantic meeting point for Portuguese and American culture, a place for the exchange of ideas, images, and objects from both sides of the Atlantic Ocean. I examine in this paper the travel diary of the young man William Hickling Prescott (1796-1859), who was to become one of the most important Romantic historians of antebellum America, in which he describes his approximately six-month stay on the island of St. Michael in the context of his European Grand Tour. In his depiction of the island, not entirely devoid of Anglo-Saxon cultural and civilizational biases, Prescott highlights the mildness of the climate, the exuberance of the vegetation, and the novelty of the landscape. Though filtered through the eyes of a young New Englander imbued with Protestant values, Prescott’s references to St. Michael’s, a Romantic and idyllic space privileged by nature, help us define the contours and/or boundaries of the cultural geography that separated the United States of America and the Azores in the earlier part of the nineteenth century.

PALABRAS CLAVE /KEYWORDS

Açores / Ilhas Ocidentais, Grand Tour, narrativas de viagem, paisagem romântica, William Hickling Prescott

Azores/Western Islands, Grand Tour, Romantic landscape, travel narratives, William Hickling Prescott

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